#EventosEspeciais – E3 2021: Nossa sincera opinião

Olá TaBEERneiros,

Precisei de um tempo para essa resenha, porque depois de um 2020 caótico em que por razões óbvias não tivemos a E3, chegamos em um 2021 ainda caótico e com uma E3 capenga e muito aquém do peso deste evento. Claro que devemos pensar no evento ainda com carinho. Estamos em um ano de retomada, onde os grandes estúdios estão tendo que lidar com os atrasos e meio que se reinventar para tirar todo o atraso trazido com a pandemia.

Mas, ainda assim é impossível não pensar no quanto a E3 poderia ter sido melhor. Sendo totalmente digital, perde-se o brilho do evento físico, mas o ganho em alcance é muito maior. Tivemos amplo acesso mundial a todo o conteúdo do evento, via internet. Ou seja, mesmo com todos os problemas os olhos de gamers de todo o mundo estavam voltados para o evento.

Mas, o que tirou a graça da E3?

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Starfield

Primeiro, existe um esvaziamento claro do evento com as perdas da Blizzard e da Sony. Tudo bem, não é de hoje que eles não estão no evento. A Blizzard tem a BlizzCon, que faz um sucesso absurdo com seus fãs. É um mega evento, mas que não irá ocorrer esse ano. A Sony preferiu investir no State of Play, tornou tudo mais dinâmico, informação e apresentações direto ao ponto. Não sei quanto a vocês, mas eu gosto daquele clima de competição. Aquela disputa pelo coração dos fãs apaixonados meio que acabou se perdendo com a ausência da Sony na E3.

Segundo, seja por conta da falta de conteúdo ou necessidade de conter custos, a maior parte das apresentações foi morna, com poucas inovações ou novidades, com poucos gameplays e com uma pobreza de detalhes, onde as apresentações poderiam ser facilmente substituídas por um vídeo curto no Youtube ou um e-mail marketing. Fala sério, o que vocês sentiram ao ver as apresentações de Capcom e Bandai, por exemplo?

Particularmente, as melhores apresentações foram a da Nintendo e a da Microsoft. Ainda assim, a Microsoft pautou toda a sua apresentação no Gamepass, que está claro que é o carro chefe da empresa. Foram 30 jogos apresentados, sendo que 27 vão diretamente para o Gamepass logo no lançamento. Muito bacana para quem assina o serviço, mas e as novidades da nova geração? Foram poucas, como a rápida apresentação de Starfield, Stalker 2 e Contraband.

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Imagem de gameplay do Forza Horizon 5

No geral, boa parte dos jogos apresentados na convenção conjunta entre Xbox e Bethesda trouxeram pouco conteúdo e datas ainda distantes para os exclusivos mais esperados. A apresentação de Halo Infinite foi melhor que a última impressão mas ainda assim trouxe quase nada de gameplay da campanha e um modo multiplayer que está longe de ser o que se espera ver na nova geração. Outro ponto apresentado foram as expansões, como em Sea of Thieves a Pirates Life e jogos independentes premiados, como o Hades que vai entrar no Gamepass em agosto. O espetáculo mesmo veio com a apresentação do Forza Horizon 5, que jogo lindo. A apresentação do Forza teve gameplay, apresentação da tecnologia empregada, como foram feitas as capturas de cenário dos novos mapas, enfim, tudo o que se esperava de todas as outras franquias de renome.

Com relação a Nintendo a apresentação foi empolgante com novidades de Zelda (em especial Breath of the Wild II), Mario Party Superstars, Metroid Dread e etc, mas não passou de um Nintendo Direct. E na boa, quantos Nintendo Directs eles fazem no ano? É o mesmo formato de ND que eles sempre fazem. Nada com o brilho que uma E3 deveria ter.

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Breath of the Wild 2

A conferência da Ubisoft e da Square Enix também deixaram muito à desejar. Foram chatas, sonolentas e não trouxeram nada de surpreendente.

Pelo lado da Ubi, jogos como Far Cry 6 tiveram muito conteúdo divulgado semanas antes. Just Dance, mostrou alguns novos detalhes, mas no geral focou no serviço de assinatura. O foco maior foi em Rainbow 6 Extraction e no Rocksmith, todo o restante da apresentação foi mais focado em expansões, como a de Assassin’s Creed Valhalla que traz o cerco à Paris. A Ubi também apresentou a produção da série Mithic Quest e do filme Werewolves Within. O que salvou mesmo foi a apresentação da nova engine da empresa chamada Snowdrop. Nesta apresentação foram trazidas cenas de Avatar: Frontiers of Pandora, essa sim, uma novidade digna da E3, mesmo sendo um jogo prometido desde 2017.

Pelo lado da Square, a novidade que abriu a conferência, foi Marvel’s Guardians of Galaxy. O jogo estava bonito, mostraram uma gameplay interessante, onde você comanda o Peter Quill e em meio às batalhas, você pode combinar as habilidades do Quill com a participação/habilidades dos demais integrantes do grupo. O restante da apresentação foi focada em complementos de jogos, como o Cosmic Cube em Marvel Avengers, remaster e nova história em Life is Stranger e uma chuva de Final Fantasy.

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Avatar

Para as demais conferências, como dito lá no início, nada que um vídeo no Youtube não resolvesse, o que realmente é uma pena.

E vocês, assistiram alguma das conferências da E3? O que acharam do evento?

Paulo Souza

Pai, Marido e Nerd full time. Nerdice raiz é a minha essência.