Review: Wolverine – O Velho Logan

Antes de começar a ler esse textículo – e quem nunca fez essa piada lá pelo ensino fundamental tem problemas de caráter – esse tabeerneiro por vezes baderneiro pede encarecidamente que você dê play na música abaixo. Garanto que não vai se arrepender:

Em um futuro distópico e não pouco provável, os vilões se uniram contra os heróis e em um esforço coletivo de verdadeiros criminosos organizados eles derrubaram a maioria dos mocinhos no universo Marvel, com poucas exceções. Assim, os Estados Unidos foram dividos em territórios com suas próprias leis e seus senhores-supremos. Entre eles, encontramos um envelhecido e pacifista Logan, fazendeiro e assentado com sua família nas terras que pertencem a Gangue dos Hulks, descendentes diretos de Bruce Banner.

Honestamente não há um defeito sequer nessa Graphic Novel, escrita por Mark Millar e com Steven McNiven responsável pela arte. Claro, alguns momentos são muito óbvios de se advinhar como se desenrolarão no futuro ou, cá entre nós, alguém comprou mesmo a ideia de que Logan não colocaria suas garrinhas de fora e sairia fazendo o que ele é o melhor em fazer? Fora isso, é uma das histórias mais densas do Universo Marvel.

O roteirista Mark Millar conta detalhadamente o que aconteceu com cada herói que foi derrubado, com riqueza de detalhes quando necessário e deixando bons ganchos para um possível tie-in. Destaque, lógico, para o ocorrido com Wolverine, revelado no meio trama após a insistência de um cego, e ainda muito bom arqueiro, Clint Barton. Quanto a arte, McNiven é preciso em todos os traços, com muita influência de jogo de câmera e closes utilizados no cinema.

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