Parem de adaptar quadrinhos em livros!

No último texto nós falamos sobre os diferentes tipos de traços nos quadrinhos e como eles, algumas vezes, se encaixam perfeitamente com um tipo ou outro de história. O caso de Mike Deodato Jr. com a nova série de “Thanos” ou, por exemplo os traços de John Romita Jr. com os roteiros da DC Comics. Ou seja, eu quero chegar no ponto de que existem diversos traços, estilos, detalhes e particularidades entre artistas, coloristas e letristas que trazem a vida um roteiro, seja ele bom ou ruim. Então, minha gente, por que diabos existem pessoas que compram um arco de quadrinho adaptado em um romance?

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Isso é uma declaração de Guerra!

Essa é a novidade do mercado literário que honestamente não faz nenhum sentido existir, todavia, estão por aí, cada vez mais presentes e fortes nas livrarias, afrontando a nona arte. Cada vez mais as editoras estão apostando na adaptação de quadrinhos, lindos, maravilhosos e cheirosos, cheios de cores, traços, significados em livros normais, comuns, sem qualquer originalidade ou cor! Vejam bem, não entendam mal, é lógico que sou fã de livros, principalmente de ficção e apoio totalmente o caminho oposto, quando um clássico ganha uma versão em quadrinhos, em série ou no cinema. Nesse caso a essência do texto ainda está lá e se torna algo vivo, palpável, as palavras saem do papel e suas duas dimensões para se tornarem parte de um novo universo, em outras palavras, é mágico.

Contudo, o caminho oposto deveria ser proibido sob pena de execução sumária por lançamento de quantos quadrinhos forem necessários até que o “gênio” que pensou em adaptar quadrinhos em livros entenda a importância do trabalho artístico envolvido na nona arte.

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